A Morte de Marilyn Monroe
- Sabrina M. Szcypula
- 24 de jun. de 2023
- 15 min de leitura
"Como se escreve a história de uma vida? A verdade raramente vem à luz e normalmente circulam as mentiras. Mas é difícil saber por onde começar se não for com a verdade." - Marilyn Monroe

Quem foi Marilyn Monroe
Nascida como Norma Jeane Mortenson no dia primeiro de junho de 1926 em Los Angeles, Califórnia, Marilyn Monroe foi uma atriz mundialmente conhecida, além de modelo e cantora estadunidense, sendo um dos maiores símbolos sexuais do século XX e um grande ícone da cultura pop até os dias atuais.
Sua carreira de modelo pin-up se iniciou ao conhecer o fotógrafo da First Motion Picture Unit e ocasionou na assinatura de contratos para filmes de curta-metragem da 20th Century Fox, foi assim que sua carreira alavancou, tornando-a uma atriz muito popular, principalmente após um escândalo quando descobriram que Marilyn posou nua antes de se tornar uma atriz conhecida.
Sua vida foi cheia de fatos conturbados, e sua morte decorreu de uma overdose de barbitúricos em sua casa no dia 5 de agosto de 1962 quando tinha 36 anos, mas mesmo sendo considerada como um possível suicídio, ainda há várias teorias conspiratórias de um homicídio, principalmente por todas as polêmicas que a mulher esteve envolvida enquanto estava viva.
Vida conturbada
Marilyn era a terceira filha de Gladys Pearl Monroe (1902-1984), seus irmãos mais velhos eram Robert e Berniece, os dois filhos do primeiro casamento de Gladys com John Newton Baker em 1917 e moravam com o pai em Kentucky após o divórcio. Além dos dois irmãos mais velhos, Marilyn descobriu aos 12 anos que também tinha uma irmã, no entanto só conheceu a mulher quando estava na vida adulta.
Mesmo Gladys tendo se casado duas vezes, uma com John e outra com Edward Martin Mortensen, nenhum dos dois é o pai biológico de Marilyn. Enquanto viva, a mulher nunca chegou a ter conhecimento de quem era seu verdadeiro pai, mas no início de 2022 foi descoberto por exames de DNA que Charles Stanley Gifford era o pai biológico da atriz.
Gladys tinha diversos problemas psicológicos além de seus problemas financeiros, e em decorrência disso, Marilyn foi levada por Albert e Ida Bolender, tornando-se seus pais adotivos. Após isso, em uma tentativa de conseguir criar a filha, Gladys passou a viver com sua família, no entanto ela foi obrigada a voltar para Hollywood em 1927 e passou a ver a menina apenas nos finais de semana.
Em junho de 1933 Gladys conseguiu uma maior estabilidade financeira e comprou uma casa pequena próxima de Hollywood e passou a dividir com dois inquilinos, sendo eles os atores George e Maude Atkinson, mas no início de 1934 a mãe de Marilyn teve um colapso mental e foi hospitalizada, onde foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide. Assim ela teve apenas contatos ocasionais com a Marilyn e passou o resto da sua vida dentro do hospital, deixando a garota sob guarda do estado e de uma das amigas da sua mãe, Grace McKee Goddard, mas a menina continuou vivendo na casa com os Atkinson por um tempo e depois passou a viver brevemente com Grace e o marido. Anos mais tarde, ela revelou que foi abusada sexualmente por um dos dois atores quando tinha oito anos.
Em setembro de 1935 Marilyn foi colocada em um orfanato pelo estado, mas assim que Grace se tornou sua guardiã legal, a menina retornou a casa da mulher em 1937, mas no fim do mesmo ano ela foi levada para morar com parentes e amigos de Grace após ter sido molestada pelo marido da mulher, Erwin “Doc” Goddard.
Monroe continuou se mudando periodicamente até voltar a morar com os Goddards no final de 1940, e para não ser mandada novamente para o orfanato quando o casal se mudou para a Virgínia Ocidental, já que ela não poderia sair do estado, Marilyn casou-se com o filho de um de seus vizinhos, James Dougherty, de 21 anos na época. O casamento aconteceu em 19 de junho de 1942, logo após a garota ter dezesseis anos, e assim ela abandonou a escola.
Ela não gostava da ideia de ser uma dona de casa e afirmou que “o casamento não me deixou triste, mas não me fez feliz [...] Meu marido e eu quase não conversávamos. Isso não acontecia porque estávamos sempre com raiva, nós só não tínhamos nada a dizer. Eu morria de tédio.”
Dougherty alistou-se na Marinha e foi levado para o oceano Pacífico em abril de 1944 devido a Guerra, continuando longe por dois anos, nesse período Marilyn foi morar com os sogros e começou a trabalhar em uma fábrica que auxiliava na Segunda Guerra Mundial.
Trajetória até a fama
No final de 1944, Marilyn conheceu o fotógrafo David Conover, enviado pela First Motion Picture Unit (FMPU) das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos, no intuito de fotografar imagens de trabalhadoras do sexo feminino e trazer uma imagem moral naquela época tão conturbada quanto a da Guerra. Mesmo que nenhuma foto dela tenha sido utilizada pelas Forças Aéreas, em janeiro de 1945 ela começou a modelar para Conover e para conhecidos do fotógrafo, deixando o trabalho da fábrica para trás e investindo em uma carreira de modelo.
Marilyn nasceu com os cabelos encaracolados e escuros, mas nessa época já começou a clarear um pouco suas madeixas para atrair uma maior atenção dos publicitários. Assim ela foi empregada principalmente em propagandas e revistas direcionadas para o público masculino já que a sua figura era considerada mais adequada para esse tipo de modelagem.
De acordo com Emmeline Snively, que comandava a agência Book Model, ela era uma das modelos que mais trabalhava e se dedicava dentro da agência, e até a Primavera de 1946 apareceu em 33 capas de revistas.
Devido ao seu sucesso e vendo o potencial que Monroe tinha, Snively conseguiu um contrato com uma agência de atrizes em 1946 para ela, e foi através dessa agência que a atriz conheceu Ben Lyon, um executivo da 20th Century Fox que providenciou um teste para o cinema. Mesmo não tendo conseguido um maior entusiasmo do executivo principal, foi estabelecido um contrato de 6 meses com Marilyn, evitando assim que a mulher fosse para o estúdio rival que tinha demonstrado interesse nela.
Seu contrato começou em agosto de 1946 e junto de Lyon, o nome artístico Marilyn Monroe surgiu, homenageando uma atriz e o nome de solteiro de sua mãe, e apenas um mês depois de ter assinado com o estúdio, ela pediu o divorcio de seu marido a pedido do estúdio, que não desejava uma atriz que pudesse terminar grávida.
Nos primeiros meses ela não teve nenhum papel, nem mesmo algo pequeno, mas ela se dedicou a fazer várias aulas de teatro, canto e dança e no ano seguinte em fevereiro de 1947 ela recebeu seus dois primeiros papéis, um contendo 9 linhas de diálogo como garçonete no drama Idade Perigosa de 1947 e outro possuindo uma fala na comédia Torrente de Ódio de 1948.
Seu segundo contrato foi com a Columbia Pictures em março de 1948 e de acordo com alguns biógrafos, ela conseguiu esse contrato graças a ajuda do executivo da Fox, Joseph M. Schenck, que era alguém com quem a mulher se envolvia na época. Foi durante seu tempo na Columbia que surgiu os seus tão conhecidos cabelos loiros platinados e onde também conseguiu seu primeiro filme com papel principal, o Ladies of the Chorus, que infelizmente não fez tanto sucesso.
Após o encerramento de contrato com a Columbia, Johnny Hyde, vice-presidente da William Morris Agency começou a representar os interesses de Marilyn e também se envolveu com a loira, ele lhe arranjou um papel no filme Loucos de Amor e, mesmo sendo uma aparição curta, ela foi escolhida para participar da turnê promocional do filme.
Mesmo que ainda estivesse à procura de focar em sua carreira de atriz, Marilyn continuou modelando enquanto estava trabalhando com os estúdios e em 1949, ela chegou a posar nua para o fotógrafo Tom Kelley.
Depois de aparecer brevemente no filme O Segredo das Jóias e ter recebido uma menção na revista Photoplay por essa participação, sua imagem finalmente começou a mudar para melhor e sua carreira começou a alavancar rapidamente.
Ainda com a ajuda de Hyde, Marilyn retornou para a Fox com um contrato de 7 anos, o que a deixou em êxtase, infelizmente poucos dias após ela conseguir esse contrato, em dezembro de 1950 Hyde faleceu por conta de um ataque cardíaco, o que deixou Marilyn arrasada.
No ano seguinte ela começou a ganhar uma maior visibilidade como atriz, chegando a apresentar a 23° edição do Oscar e participando de alguns filmes com papéis de coadjuvantes, assim recebendo mais atenção de revistas com seu perfil publicado e algumas críticas e elogios em relação à sua atuação.
Marilyn começou a ser considerada pela mídia uma It Girl, ou seja, uma mulher jovem que gerava tendências, além de também a considerarem o motivo do sucesso de bilheteria nos filmes que participava em seu segundo ano de contrato. Graças a esse sucesso cada vez maior, Marilyn foi premiada pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, além de ter começado um romance com o jogador de beisebol dos Yankees, Joe DiMaggio.
Durante o verão de 1952, Marilyn veio a aparecer em três filmes de grande sucesso, sendo o primeiro “Só a Mulher Peca”, onde recebeu várias críticas positivas sobre sua atuação. O segundo projeto foi Travessuras de Casados e o terceiro foi um suspense nomeado de Almas Desesperadas. No último, as críticas em relação a sua atuação foram mistas, uns não a considerando uma boa atriz para papéis daquela proporção, e outros considerando que o roteiro não permitia que a atriz mostrasse sua verdadeira capacidade. Mas o filme que colocou Marilyn como uma “loira inocente e inconsciente de sua sensualidade”, forma como ficou conhecida mundialmente na mídia foi o filme O Inventor da Mocidade, onde atuou como uma secretária.
A partir disso, a carreira de Marilyn apenas cresceu, onde fez grandes filmes como Os Homens Preferem as Loiras e How to Marry a Millionaire, sendo inclusive apontada em 1953 e 1954 como a estrela feminina que mais fazia dinheiro na indústria do cinema.
Marilyn sempre foi considerada uma grande profissional durante grande parte de sua carreira, entretanto em seus últimos dois anos ela começou a ganhar uma reputação de ser alguém difícil de trabalhar, o que piorou com o tempo. Sempre chegava atrasada nos sets de gravação, às vezes nem mesmo aparecendo, não conseguia se lembrar de suas falar e exigia que a cena fosse gravada diversas vezes até estar satisfeita. Esses problemas eram uma combinação do perfeccionismo dela, junto de uma baixa autoestima, medo de palco, problemas com depressão e sua dependência química a barbitúricos e anfetaminas para controlar a ansiedade e insônia crônica.
Polêmicas
Depois de sua premiação na Associação, o primeiro escândalo surgiu ao que Marilyn revelou ter posado nua em 49. Para conter efeitos negativos, o estúdio publicou que ela só o fez pois estava em uma situação financeira difícil, o que funcionou já que isso trouxe simpatia do público e maior interesse nos filmes que participava, mas também trouxe a imagem de símbolo sexual que foi estigmatizado à ela, principalmente ao ter usado um vestido revelador no desfile do Miss América e ter afirmado ao colunista Earl Wilson que não costumava utilizar roupas íntimas.
Outro ponto de sua carreira que lhe trouxe uma imagem muito sexual foi após o filme Torrentes de Paixão, onde até mesmo na divulgação do filme eram utilizadas imagens da loira de uma forma muito sexual para atrair uma maior atenção, o que fez o filme repercutir muito ao ser lançado e várias pessoas chegarem a o considerar imoral.
Embora Marilyn fosse a atriz mais rentável da Fox, seu contrato continuava igual desde 1950, o que a fazia receber menos que outras atrizes de seu porte. Naquela época ela também se encontrava cansada da imagem estereotipada que o estúdio juntamente da mídia lhe empregaram e desejava aparecer em filmes diferentes das comédias e musicais, o que não ocorreu pois ela não tinha direito a escolher seus projetos.
Após se recusar a filmar mais uma comédia musical, Marilyn foi suspensa pelo estúdio em 4 de janeiro de 1954, o que foi notícia em vários jornais, mas Marilyn utilizou disso para fazer uma campanha de publicidade para combater informações negativas a seu respeito e reforçar sua posição no conflito, ganhando o apoio do público.
No mês seguinte, ela e o estúdio entraram em um acordo e Marilyn conseguiu um novo contrato, recebendo mais e tendo a oportunidade de ser a protagonista no filme O Pecado Mora ao Lado, que consiste na cena icônica de Marilyn em cima de uma grande de metrô com ar saindo e levantando seu vestido branco.
Essa cena expositiva e toda a propaganda feita pelo estúdio a utilizando com teor sexual inclusive marcou o fim do casamento de Marilyn com o jogador de beisebol DiMaggio, que tinham se casado naquele mesmo ano. Há também quem afirme que ele era fisicamente abusivo com a atriz.
Marilyn fundou sua própria produtora junto do fotógrafo Milton Greene, a Marilyn Monroe Productions (MMP), onde chegou a produzir dois filmes independentes. Os dois afirmaram que a atriz não faria mais parte da Fox pois o estúdio não cumpriu com suas promessas do contrato e a batalha legal entre ela e a Fox durou cerca de um ano, onde Marilyn foi constantemente ridicularizada pela imprensa por ter se voltado contra o estúdio e lutado por seus direitos.
Nessa época Marilyn também começou a se envolver com o dramaturgo Arthur Miller e foi recomendada a terminar o relacionamento pelo estúdio porque o homem estava sendo investigado pelo FBI e isso poderia acarretar em uma imagem negativa para ela, entretanto Monroe se recusou a se separar de Miller e criticou os chefes do estúdio.
Ela ganhou o processo contratual contra a Fox e os dois entraram novamente em um consenso, onde ela receberia mais de 100 mil dólares por seus projetos e teria direito de escolher os filmes que se envolvia, além de diretores. Sua vitória a fez ser conhecida na mídia como uma “empresária astuta”, mesmo após todo o julgamento durante todo o processo.
Em agosto de 1956 Marilyn começou a filmar a produção independente The Prince and the Showgirl. Toda a produção teve vários problemas envolvendo ela e o diretor do longa por conflitos de opiniões e também por Marilyn começar com seus atrasos nas filmagens, além de ter sido uma época marcada por Monroe ter sofrido um aborto espontâneo e ter piorado seu uso com drogas.
Posteriormente ela sofreu outros dois abortos por ter problemas ginecológicos causados em grande parte pela endometriose que sofreu ao longe de sua vida adulta.
Depois de vários projetos conturbados onde seu vício atrapalhava seu desempenho, uma das maiores polêmicas foi quando Marilyn cantou “Happy Birthday” no palco da Madison Square Garden na festa de aniversário do então presidente dos EUA, John F. Kennedy. Toda a música foi cantada de uma maneira muito sensual e atualmente é de conhecimento público que os dois mantiveram um caso em algum momento dos dois últimos anos de Monroe.
Morte suspeita
Marilyn foi encontrada morta em seu quarto em Los Angeles por Ralph Greenson, seu psiquiatra e por sua empregada, Eunice Murray, nas primeiras horas do dia 5 de agosto de 1962.
A empregada foi a responsável por chamar o Dr. Greenson para o local já que o homem ficava 24hs disponível para Marilyn. Segundo ela, as luzes do quarto de Monroe encontravam-se acesas às 03hs da madrugada, e após ter chamado pela patroa e tentado entrar, notou que a porta estava trancada. Com medo de algo pior, ela solicitou a ajuda do médico e os dois encontraram o corpo de Marilyn. A morte da foi confirmada pelo médico Hyman Engelberg e notificada ao Departamento de Polícia de Los Angeles às 04h25.
Toda essa história inicial teve várias versões contadas pelos dois envolvidos, que mudaram horas nas quais encontraram o corpo e motivos pela demora para entrar em contato com a polícia, entretanto oficialmente esse foi dado como o relatório dos acontecimentos.
Segundo os socorristas e os polícias, o corpo de Marilyn foi encontrado nu, deitado de bruços e com as pernas bem esticadas, ela estava coberta por um lençol e com a cabeça no travesseiro, além de segurar o telefone, parecendo até mesmo que estava apenas dormindo. Entretanto, indo contra o esperado de uma cena de overdose, não havia nenhum sinal de vômito ou de convulsões, já que Marilyn não estava nem mesmo contorcida, outros fatores que chamavam a atenção era que o quarto estava extremamente limpo, como se houvesse passado por uma faxina, tinha uma janela quebrada mas, pela forma como o vidro estava, ela provavelmente fora quebrada pelo lado de dentro, além de vários frascos dos remédios de Marilyn ao lado da cama, mas nenhum sinal de um copo com água. Todos esses fatores acabaram atraindo a atenção para uma possível cena montada, mas nada foi concluído.
Segundo o Departamento de Examinação Médica, juntamente de peritos da Prevenção de Suicídio de Los Angeles, foi estimado que Marilyn morreu entre 20h30 e 22h30, concluíndo que a causa da morte foi intoxicação por barbitúricos. Os frascos, juntamente da dosagem absurdamente alta, levaram os médicos a concluirem que tudo foi um possível suicídio, o curioso é que o aparelho digestivo de Monroe estava limpo, mas seu sangue continha uma dosagem capaz de matar até 15 pessoas, o que indicava que Marilyn não engoliu os comprimidos, depois foi encontrado sinais dos medicamentos no cólon da mulher, indicando assim que os remédios foram introduzidos pelo reto.
Teorias
As especulações de uma morte que não foi suicídio atingiram a mídia principalmente após a publicação do livro Marilyn: A Biography (1973), de Norman Mailer, o que acabou impulsionando uma investigação liminar em 1982 que não deu em nada. No livro Norman trata da teoria de uma morte acidental, onde Marilyn teria misturado dois remédios que não poderia e acabou por falecer.
Objetos pessoais de Marilyn como seu diário pessoal que desapareceram enquanto a morte dela era analisada ainda nos primeiros dias e alguns depoimentos de pessoas próximas que se contradiziam ajudaram a alimentar ainda mais as teorias de que o assassino de Marilyn estava sendo encoberto por envolver grandes nomes, informações confidenciais de estado ou muito dinheiro.
Mesmo após as investigações, uma das maiores teorias é a de que Robert F. Kennedy, procurador-geral dos EUA da época, teria ordenado que ela fosse morta para não revelar seu segredo com ele e o irmão, John F. Kennedy, presidente do país na época, além de informações do país que apenas eles tinham acesso e que ela estava ameaçando de entregar para a mídia após o relacionamento com os irmãos ser encerrado por eles.
De acordo com essa teoria, sua morte teria sido causada pelos medicamentos inseridos pelo reto a mando dos Kennedy, com a participação de seu psiquiatra e do cunhado dos Kennedy, o ator Peter Lawford. Inclusive quando foi solicitado mais exames para analisar qualquer dano no corpo da atriz ou abertura para outros motivos de causa da morte, as amostras de tecido de Marilyn sumiram sem maiores explicações, o que deixou ainda mais a sensação de um acobertamento.
Outro ponto que dá ainda mais embasamento nessa teoria é que o psiquiatra de Marilyn não permitiu que os socorristas que chegaram na casa tentassem reanimar a atriz, dizendo que ele mesmo tentaria uma massagem cardíaca. Segundo os socorristas, o psiquiatra fez tudo de forma errada e não permitia que os socorristas se aproximassem, além de ter inserido uma injeção no coração dela e quebrado uma das costelas da mulher durante o processo.
Segundo o próprio Lawford, Marilyn relatou em seus últimos dias que se sentia usada pelos irmãos, comentando que sentia que os dois mentiam e apenas se aproveitavam dela, jogando ela de um para o outro o tempo todo. Ele também contou em depoimento que falou com Marilyn no dia de seu falecimento e pediu para que a governanta ficasse de olho nela, já que achava que a loira estava estranha.
Em agosto de 2018, o governo dos EUA divulgou documentos oficiais da época nos quais afirmam que Marilyn chegou a abortar um filho que era fruto de seu relacionamento com Robert Kennedy, o que fortaleceu ainda mais a teoria já que este poderia ser mais um motivo para uma tentativa de homicídio.
Como não havia nenhuma carta de suicídio no quarto e foi encontrado um bilhete de Marilyn para o ex-marido Joe DiMaggio, onde ela mostrava claro interesse em reatar o relacionamento, dizendo “Querido Joe. Se ao menos eu puder fazê-lo feliz, terei conseguido o que há de maior e mais difícil, ou seja, fazer uma pessoa completamente feliz. A sua felicidade é a minha…”, a ideia de um possível suicídio como foi determinado nas investigações também foi posta em jogo pelos teóricos.
Outra teoria que surgiu sobre a morte de Marilyn envolvia não só os Kennedy, Lawford e Greenson, como também o cantor Frank Sinatra e o gângster de Chicago, Sam Giancana.
Uma semana antes de sua morte, Marilyn aceitou ir ao hotel e cassino Cal-Nevada com Frank Sinatra para conversar sobre um longa no qual os dois estariam envolvidos. O cassino era conhecido como um point de mafiosos e políticos de alto escalão, e além de encontrar Frank, Robert Kennedy também deveria estar presente no local, mas acabou não comparecendo.
Nesse encontro, Marilyn, Sinatra, Peter Lawford e Pat Kennedy jantaram com Sam Giancana, e há a hipótese de Marilyn ter sido estuprada por garotos de programa a mando de Sinatra e Giancana, que observaram e gravaram todo o ocorrido, entregando o vídeo para os Kennedy, na tentativa de ameaçar Marilyn para se afastar da família e não revelar seu relacionamento e informações do país.
Assim, teria a possibilidade da máfia ter ajudado a matar Marilyn a mando dos Kennedy, mas também há a chance deles terem a matado como um alerta, apontando que os próximos seriam eles, principalmente levando em consideração que John e Robert Kennedy foram assassinados logo após Marilyn.
Por último também há a teoria de uma morte causada por sua empregada e pelo psiquiatra a mando de todas essas pessoas poderosas, incluindo até mesmo o FBI e a CIA, onde eles teriam sido os responsáveis por medicar a atriz.
O primeiro oficial da polícia que chegou no local sempre afirmou que a cena do quarto de Marilyn era algo encenado, exatamente como o médico que a encontrou também comentou, o fato de que as costas de Marilyn encontravam-se mais escuras do que deveriam, o que indicava que a mulher ficou muito tempo deitada com a barriga para cima, diferentemente da forma como foi encontrada, além de outras manchas que indicavam injeções, todos esses fatores também acarretaram na hipótese de uma cena montada que foi defendida pela Polícia de Los Angeles.
Conclusão
Mesmo com muitos ainda vendo a morte de Marilyn Monroe como um homicídio que foi encoberto por pessoas poderosas, como os Kennedy, Sinatra, ou até mesmo o Giancana, já que os dois últimos teriam motivos para querê-la calada, o caso de sua morte foi encerrado como possível suicídio, e até os dias atuais não há nenhuma prova que verdadeiramente indique um crime contra a atriz.
Obras
A Deusa: As Vidas Secretas de Marilyn Monroe
Blonde
My Week with Marilyn
Marilyn: The Untold Story
Marilyn: A Biography




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